sábado, 28 de março de 2009

Hora do Planeta em festa.


Hoje é o dia da "Hora do Planeta". Governos e população são convidados a apagar as luzes de casa em sinal de coloboração com a deteriorização do meio ambiente. Mas eu vou estar num show. Chiclete com Banana, aqui em Fortaleza, minha mãe não liga pra essas coisas. Se eu estivesse em casa concerteza aderiria. Hoje foi um dia legal, sem mágoas nem frustrações. Como disse ontem, hoje vou falar sobre minhas concepções religiosas.

Nunca tive uma formação cristã. Apesar de meus pais se considerarem cristãos eles nunca me levaram para nenhum tipo de igreja, apenas fui batizado quando nenem na igreja católica. Minha tia até que tentou fazer com que eu fizesse a primeira comunhão, mas foi em vão, tinha preguiça de comparecer as aulas, além de achar a igreja que frequentava um pouco macabra, tinha medo. Quando fui crescendo senti a necessidade de um ser superior em minha vida, sentia falta de alguma coisa, sentia um vazio. Foi então que começei a procurar Deus, já tinha experimentado de forma frustrada a igreja católica. Então começei a visitar igrejas evangelicas, acho que fiquei um ano na Betesda, fui batizado e tudo mais, mas com o tempo a soberba das pessoas que frequentavam aquele lugar fez com que eu me afastasse. Depois de muita reflexão passei a me considerar ateu, mas hoje percebo que naquela época eu ainda não era ateu por completo, sentia medo do apocalipse. Todas as pessoas viviam dizendo para eu procurar Deus, mas por mais que eu procuresse não conseguia encontra-lo, não conseguia senti-lo. Então, um belo dia, estava eu assistindo o SBT Brasil com Ana Paula Padrão e me passam uma matéria sobre a religião nos E.U.A. Era a última de uma série de reportagens, nessa ocasião estavam falando dos mórmons, achei interessante, mas de inicio não dei muita bola. Um tempo depois, estava eu voltando para casa quando encontro esse dois rapazes vestidos de forma social, com gravata e carregando bolsas enormes, um americano e um brasileiro. Abordo-os, e eles se surpreendem, os levei até minha casa e pedi para que me explicassem sobre essa igreja, eles respoderam todas as duvidas que eu tinha em relação a Deus e tudo o que eles me diziam se encaixava com o que eu sentia falta nas outras igrejas, para todas as falhas eles tinham uma resposta. Pediram para eu orar e perguntar a Deus se as coisas que eles estavam dizendo era verdade, eu como bom curiosos orei, mas não obtive resposta e eu como bom ator, no outro dia disse a eles que tinha obtido, e eles me convenceram ao batismo. Mas na ultima hora desisti, prestes a entrar na pia batismal, fiz entrevista e tudo, menti na entrevista e então os mormons ficaram para trás. Alguns meses depois um convite inesperado, uma amiga da escola que não via faz tempo me liga convidando para ir até a igreja novamente e eu fui, apenas pois não tinha nada pra fazer. Assisto a reunião e então sinto o desejo de entrar para aquela comunidade, todos ali me faziam tão bem, eram diferentes dos demais, não eram mesquinhos, tinham boas conversas e tudo mais. Então solicito a visita dos missionários novamente em minha casa, eles me ensinam, dessa vez eu falo a verdade e batizo-me. Passei um ano nessa igreja, não por Deus e sim pelo que essas pessoas podiam me proporcionar, então não aguento e parto. Hoje sim posso me considerar um ateu convicto, nunca senti Deus nem sua prensença, talvez porque não tenha tido formação cristã. Depois explico mais a vocês sobre como é ser ateu tão jovem, como cheguei a essas convicções e tambem explico mais como funciona A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias, os vulgos mormons, seus dogmas e tradições. Um grande abraço.

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